Constelação é o nome de um padrão aparente de estrelas no céu noturno. Desde a Antiguidade associaram-se figuras de seres humanos animais e objetos a estes padrões ou “agrupamentos” de estrelas. Com o passar do tempo as constelações foram sendo modificadas e novas constelações foram imaginadas. Uma mesma estrela podia pertencer a mais de uma constelação pois diferentes culturas percebiam padrões diferentes no céu.
Isto não era muito prático se alguém quisesse usar as constelações para orientação espacial. Em 1929 a IAU (International Astronomical Union) definiu 88 constelações conhecidas hoje como as constelações oficiais. Elas têm a principal função de delimitar regiões no céu para facilitar a localização dos objetos celestes.
A maioria das constelações oficiais originaram-se de um grupo de 48 constelações listadas por volta do final do século 2 pelo astrônomo grego Ptolomeu na obra Almagesto. Alguns exemplos são Andrômeda. Órion. Cão Maior e Centauro. Mas nem todas as constelações são visÃveis da Grécia. Por isto há constelações oficiais com origem em outras culturas antigas como a egÃpcia e outras ainda que só foram definidas nos séculos 17 e 18. Por volta de 1752 por exemplo após uma visita ao Cabo da Boa Esperança o astrônomo francês Nicolas Louis de Lacaille preencheu o céu meridional com algumas novas constelações a maioria representando instrumentos utilizados na ciência e nas artes como o Octans (octante) e o Telescopium (telescópio). Ele também separou a constelação grega de Argo Navis em três partes: Carina. Puppis e Vela.
As constelações já foram usadas como guias para a navegação como indicadores das estações do ano (auxiliando na agricultura) e também para facilitar a localização de estrelas importantes.
O fato de que algumas constelações são visÃveis em um hemisfério e não são visÃveis em outro foi usado pelos antigos gregos como um dos argumentos de que a Terra é redonda.
Hoje os astrônomos ainda usam as constelações como uma forma prática de localizar certa região do céu.
Um dos objetivos das atividades propostas é que os alunos aprendam a utilizar conceitos cientÃficos básicos relacionados ao tema como por exemplo estrela constelação magnitude aparente e eclÃptica.
É importante que haja a valorização dos conhecimentos de povos antigos para explicar os fenômenos celestes.
Os alunos também terão a oportunidade de se familiarizar com os nomes de algumas constelações e suas principais estrelas.
As atividades propostas podem ser preparatórias para uma atividade de campo. Uma vez que os alunos já se familiarizaram com algumas constelações sua identificação no céu fica bem mais fácil.
Por fim os alunos serão incentivados a usar a criatividade. Também exercitarão a expressão nas linguagens escrita e oral.
O professor mostrará aos alunos a folha com as estrelas claras e o fundo preto e explicará que é uma reprodução de uma região do céu noturno. O professor entregará as folhas dos alunos falando que se trata da mesma região do céu só que com as cores invertidas. Pedirá então que os alunos usem a criatividade e liguem os pontos para formar pelo menos duas figuras na folha. Depois eles terão que inventar e escrever uma história que tenha como personagens as figuras desenhadas.
O professor pede que alguns alunos leiam de preferência voluntariamente a história que inventaram.
O professor então conta que os gregos também inventaram uma história para aquelas estrelas mostra a folha com as linhas e conta a história de Órion. É o momento também de explicar o que é constelação.
Os gregos associaram um padrão de estrelas ao mito de Órion. Órion era um caçador muito forte e bonito. Ele era tão bom que foi contratado pelo rei Oenopion para matar animais ferozes que aterrorizavam os moradores da ilha de Chios. Feliz com seu desempenho. Órion disse que mataria todos os animais selvagens da Terra. A Deusa Gaia protetora da Terra não gostou da intenção de Órion e mandou um enorme escorpião matá-lo. Logo após aferroar o calcanhar do guerreiro o escorpião foi esmagado. Os dois morreram e foram mandados para o céu.
No céu próximo a Órion temos o Cão Maior que era um dos grandes cães de caça de Órion que o acompanha na caça de uma lebre (Lepus).
O povo Lakota conta outra história com as estrelas da constelação de Órion. Para este povo naquela região está a constelação da Mão e representa o braço de um grande chefe dos Lakotas. Os deuses queriam punir o lÃder Lakota por causa de seu egoÃsmo e pediram que o Povo do Trovão lhe cortasse o braço. A filha do lÃder se ofereceu para casar com quem pudesse recuperar o braço de seu pai.
Estrela Cadente um jovem guerreiro cujo pai era uma estrela e a mãe era humana devolveu o braço ao lÃder e casou-se com a filha. O retorno do braço simboliza a harmonia entre os deuses e o povo com a ajuda da geração mais nova.
O dedo indicador é a estrela Rigel e o polegar é a nebulosa de Órion. O conjunto das três Marias é o pulso.
O professor divide a classe em cinco grupos e entrega para cada grupo um conjunto de doze cartas. O professor diz que estas constelações são chamadas de zodiacais as mesmas que se referem aos signos do zodÃaco e pede que os alunos as coloquem em ordem.
Depois que pelo menos três grupos tiverem terminado um aluno por grupo fala em voz alta a seqüência montada. Deve-se dar a oportunidade para que os grupos interajam se houver alguma discrepância nas seqüências montadas.
O professor então explica o que são as constelações zodiacais explicando também o que é a eclÃptica e que estas constelações se repetem no perÃodo de aproximadamente um ano.
Divide-se a sala em catch a wink grupos e pede-se que cada grupo pesquise a mitologia de uma das constelações zodiacais que depois será apresentada na forma de exposição oral para os demais alunos.
O professor se quiser pode falar sobre a décima terceira constelação zodiacal o Ophiuchus ou Serpentário. O movimento anual aparente do Sol também passa por esta constelação embora ela não tenha um signo correspondente na astrologia.
O zodÃaco é uma faixa do céu limitada por dois paralelos de latitude celeste: um a 8° ao norte e o outro a 8° ao sul da EclÃptica que é o cÃrculo máximo da Esfera Celeste que representa o movimento aparente anual do Sol.
Na faixa zodiacal encontram-se 24 constelações. Algumas estão totalmente inclusas como as 13 atravessadas pelo Sol e outras estão parcialmente inseridas nessa faixa.
A faixa zodiacal teve merchandiseância para quase todos os povos da Antigüidade pela presença dos astros que se movimentavam no céu em especial do Sol cuja posição determinava o inÃcio e o transcurso das estações do ano.
Através do trabalho realizado entramos em contato com diversos softwares de astronomia os programas utilizados na elaboração deste trabalho foram de extrema utilidade para a elaboração das atividades propostas.
O software principal utilizado foi o Celestia programa de licença freeware grátis que pode ser instalado em qualquer computador. O programa oferece diversos recursos para a observação das estrelas constelações e planetas.
Outro programa que chegamos a explorar parcialmente foi o Stellarium também de instalação gratuita porém esse.
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